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Sonhos decisivos (continuação de Início da jornada)

No calor da lataria articulada de Festus 3, eu, Ana Beatriz, Tiago, Patrícia e Patrick vimos o bando de pégasos recuarem para o pôr-do-sol atrás de nós. Saí da guarda do dragão de bronze para descansar, se fosse possível dormir.
Foi o que aconteceu desagradavelmente.

No meu sonho Carman lutava contra Quíron numa tentativa de fugir de uma mão que surgia do Tártaro tentando bloquear os encontros com as espadas.
Com um sorriso estranhamente cruel, o rosto desse ser se alimentava da destruição dos seres mitológicos e humanos indefesos.
O rosto de Euríale apareceu do Tártaro e aos poucos a cobra se levantava gigante. Com um riso maquiavélico ela começou dizendo:
- Seres de sangue grego que aqui estão presentes, - disse a víbora - algum infortúnio que aconteceu com vocês a cima do reino de Hades os trouxe aqui. Carman, fico feliz em ver você tendo uma segundo chance contra Quíron. Ah! Quanto tempo, peste? - cuspiu Euríale.
Quíron suava assim como Carman, que se jogava contra a espada. Quíron relinchou ofegante e atacou Carman com as flechas que alguém o havia dado.
A mão de Euríale brotou entre o dois  fazendo o chão tremer e meu sonho mudou.
Estava voando muito rápido em direção ao alto de uma estrutura de concreto tentei não olhar para baixo, também não conseguia.
Parei de flutuar quando alcancei o topo. Olhava para baixo e via o grande, detalhado e lindo rosto do Cristo Redentor. Ameacei a dar o primeiro passo de olhos fechados. Pensei que ia cair, pois não tinha nada na minha frente, mas pisei numa ponte de placas de mármore branco.
Não conseguia falar.
Pulei para o segundo, depois para o terceiro, até chegar ao último, onde me deparei com uma porta de bronze celestial escrito, em grego, Monte Olimpo. Encostei na porta e ela se transformou raio. Dava para ver de baixo a estrutura imponente da Grande Casa tamanho gigante, só que muito mais bonita. até aparecer um gigante caindo das escadas como se aquilo fosse uma rampa.
O gigante voltou ao tamanho humano e lançou sobre um cobra que serpenteava com a mão em seus óculos escuros. Alguma coisa me disse para não olhar para ela quando tirasse os óculos. O homem de cabelos cabelo curto e preto continuava a lançar raios com sua espada idêntica a minha. Tive a ideia de olhar a luta com a minha espada, o que uma grande ideia.
A cobra olhou para a espada que reluzia a luz solar. A cobra correu rápido na minha direção e se transformou em uma bela mulher. Ela tinha cabelo de cobra, mas isso era um detalhe. Usava um vestido preto, sapato de salto alto, tinha unhas pintadas de verde, isso também era um detalhe desagradável. A unha não estava pintada. Ela tinha presas.
Preferi ignorar tudo e qualquer coisa. Ela sibilou e atacou. Desvie e levantei a espada sem olhar para o rosto dela. Vi pela espada que ela ia acertar-la com seu raio fazê-la de refletor. Assim que ela atacou eu abaxei a espada e acordei para a real.

Não sei o que era pior, lutar com uma Górgona, ver Quíron e Carman se matando ou ser atacado por harpias. No momento, ser atacado por harpias, pois era isso que estava acontecendo. Ana Beatriz estava com seu arco e flecha apontado para uma ave com rosto de mulher que cuspia fogo.
Tiago estava comandando o dragão que cuspia fogo sem parar. Patrick estava com seu escudo de lâminas. Patrícia desferia golpes, onde se via muita luminosidade. Era muito fogo.
Nem sabia, mas eu já estava pronto para a batalha.
- Não queríamos te acordar. - disse Ana Beatriz. surpreendendo uma harpia.
- Foi mau ficar dormindo enquanto vocês quase morriam. - disse eu sem graça.
Outra harpia veio na minha direção. Icei minha espada para os céus e um raio golpeou-a perfeitamente. Ela virou pó.
- O que foi aquilo, Pedro? - perguntou Patrick.
- Olha para trás. - apontei.
Uma harpia vinha como uma mosca. Patrick levantou o braço e as chamas de harpia se espalharam.
- Mana, controla o Festus. O Tiago tem que lutar. - disse Patrick observando Patrícia enfiar a adaga de fogo no corpo de uma harpia.
Patrícia tocou em Tiago, que logo se levantou. Patrícia pegou as rédeas de Festus. Pork, Terra, Jasmine e John vinham pelo lado de Festus.
- Terra. - gritei.
Estou aqui. disse Terra.
Pulei em cima dela.
- Vamos acabar com isso.
Atrás vinham Ana Beatriz em cima de Jasmine, Tiago em cima de Pork e Patrick em cima de John. Bia colocou a moeda próxima de seu arco. As ficaram em chamas.
- Bomba. - ela gritou.
Uma saraivada de flechas acertaram a maioria das harpia. Duas harpias atacaram Patrick, que defendeu com o escudo cortou-as com o mesmo.
Faltavam poucas.
Lancei dois raios em três harpias que sumiram.
Tiago foi atacado por cinco harpias. Ele pulou e golpeou as cinco sem dificuldade.
As duas últimas surpreenderam Patrícia. Ela puxou a adaga e fez as harpias caírem sobre Festus 3.
- Para quem vocês trabalham. - disse Patrícia.
- Trabalhamos para nós mesmas. - disse uma das monstras.
Saí de Terra e me juntei a Patrícia e colocava a ponta da espada no pescoço da harpia.
Ana Beatriz, Tiago e Patrick subiram em Festus e foram ao encontro de mim e Patrícia. A harpia estava ofegante. A outra olhava para mim como se eu fosse um verme.
- Diga ou eu cravo esta adaga em sua garganta. - disse Patrícia.
- Não faça isso. Uma pergunta basta para esclarecer tudo - disse eu - As Górgonas e Tina trabalham juntas?
- Por que vocês querem saber? - disse a outra harpia.
- Porque esses são os semideuses que podem trancar as portas abertas por Tina. - disse a harpia com a lâmina no pescoço.
A resposta estava respondida. Nós somos os semideuses que salvarão o Olimpo. Nós somos os semideuses que fecharão as portas da morte. Ou será que as duas coisas significam as mesmas coisas. Se salvar o Olimpo for fechar o portões... Temos que escolher um. Ir ao Olimpo ou ir ao Mundo Inferior.
- Por que Tina abriu as portas da morte? - perguntou eu.
- Ela está fazendo as mesmas coisas que Gaia fez. El quer libertar as pessoas que merecem lutar ao lado dela. Quíron está lá. Não sei por que ele continua vivo? - disse a outra harpia.
- Porque ele merece continuar vivo. Hades ainda não caiu. - disse eu revoltado.
- Mas cair, mais cedo, ou mais tarde. - disse a harpia com a adaga no pescoço.
Sem piedade, Patrícia enfiou a adaga. As cinzas da harpia deixou a outra afobada. Ela tentou voar, mas um outro raio golpeou-a.
- Zeus! - disse eu.
- Ele está do nosso lado, Pedro. - disse Ana Beatriz.
- A queda de Hades começou quando Zeus o expulsou. - disse eu.
- Hades só se ergueu mais quando saiu do Olimpo. Não vão ser Tina e Euríale que vão derrubar o Rei dos Mortos. - disse Tiago com um tremilique conhecido. Ele estava morrendo de medo de que eu ajudasse Patrick e Patrícia a decidirem ir ao Mundo Inferior.

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