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segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Profecia(continuação de Um semideus)

Era bem legal fugir da escola na carruagem de três Pégaso verdadeiros. John, Pork e Terra, o Pégaso preto de Tina, por falar em Tina, ela filha de Atena, deusa da sabedoria. Por incrível que pareça durante a viagem me disseram que o Monte Olimpo fica na cabeça do Cristo Redentor, aqui no Rio de Janeiro.
Durante boa parte do percurso sonhei, mas não sabia que ia sonhar um pesadelo.

Estava na Floresta da Tijuca, correndo sei lá de que, estava suado então algo me surpreendeu. Uma naiáde saiu da árvore e me agarrou.
Seus verdes eram encantadores. E a pele era meio esverdeada. Usava um vestido marrom e jóias com formato de frutas douradas. Nas orelhas pontudas havia uma maçã o que mais me encantava. Ela tinha uma lança pontuda.
Deixei de me encantar quando ela tentou me apunhalar com a lança. Disse Olympus e a caneta assassina virou uma espada grande desviei o golpe e a naiade se tornou uma árvore de novo. Continuei com a espada em mãos e continuei minha jornada, seja lá para onde estou indo. Duas naiades me surpreenderam. estava encurralado em um árvore que se tornou outra naiade.
Quando achei que estava morto, uma flecha acertou uma naiade, que virou névoa verde. As outras fugiram.
Uma menina de mais ou menos a minha idade apareceu.
- Olá, Pedro! - disse ela.
- Olá, Ana! - como eu sabia o nome dela?
- Eu estou te salvando outra vez. - nunca houve a primeira - Quando que você vai deixar de ser enganado pelos espíritos da natureza?
- Não sei, Ana. Talvez quando elas pararem de tentar me matar e não aparecerem do nada.
Ana era bonita, a flecha dela acabara de virar uma pregadeira para por no cabelo. Provavelmente era uma semideusa, tipo a Tina, mas a Tina era a única que eu conhecia. Estranhamente eu a conhecia e parecia ser de sonho então me lembrei do último sonho que tive, Ana era filha de Apolo, deus da música, da medicina, blá-blá-blá. Ela havia me salvado de uma peste negra, parecia um cão, mas não era.
Tina apareceu do nada também e não pude deixar de gritar, ela se assustou.
- O que você está fazendo aqui Ana Beatriz? - disse Tina.
- Peraí! Vocês se conhecem? - eu perguntei.
- Sim! - as duas concordaram.
Eu estava tonto. Cai no chão e então acordei na vida real.

- O que foi, Pedro! - disse ela no comando na carruagem.
- Você conhece alguma Ana Beatriz? - perguntei.
- Ah, não! Do chalé de Apolo. - ela respondeu.
Com a insatisfação perdeu o controle dos Pégaso que começaram a descer em direção a uma padaria.
- Terra! - Tina puxou as rédeas e eles começaram a subir de novo.
Tina estava seriamente preocupada com a minha pergunta, mesmo ela sendo alguns 8 ou 9 anos mais velha que Ana. Tiago e Haley pareciam ter acordado agora e haviam, um estava em cima do outro. O centauro estava em forma humana e Tiago, o sátiro, era o estranho de sempre.
- Porque eles, hã, estão esquisito de novo? - perguntei.
- Eles são esquisitos! Só que quando são humanos, eles demonstram a estranheza deles nas outras partes do corpo. Os pés falsos de Tiago e os óculos mágico de Haley servem para isso. - me explicou Tina - Só não tente tirar os óculos de Haley, John não gosta de Haley na forma de centauro em cima da carruagem "dele".
O resto da viagem foi muito perturbador. Tive que pegar as rédeas dos Pégaso, Tina ia dormir. A noite ia cair, mas algo muito clara brotou no céu.
- Tina, o que é aquilo? - tentei acordá-la e comecei a sacudí-la.
Tina abriu um olho e murmurou "paeja". Tiago e Haley haviam fechado a janelinha. Tentei gritar, mas provavelmente a carruagem era mágica e nada se escutava dos dois lados.
- Tina! - gritei mais alto.
Ela murmurou "paeja" de novo e voltou a dormir. Gritei de novo e ela não acordou. Haley abriu a janelinha e me viu atônito.
- O que foi? - Haley perguntou.
- Olha aquilo! - apontei para a coisa brilhante.
- Não pode ser! A última vez de a vi foi na Grécia! - Haley falou surpreso.
- O que é?
- Uma Fênix! - os olhos amarelados dele brilharam.
Agora que a criatura estava mais próxima deu para perceber que era uma ave de fogo, bem bonita mais assustadora. Um primeiro ataque me surpreendeu. A Fênix lançou uma espiral de fogo da direção dos cavalos.
- Padaria! - gritei.
Os Pégaso começaram a descer e o fogo acertou a carruagem com a carruagem em chamas morreríamos. Tentei pensar em algum deus grego e então tentei manobrar o fogo. As chamas não se dissiparam.
- Quem sou eu? - perguntei a Haley.
- Não você vai descobrir quando seu pai reclamar você. Isso talvez demore um pouco! - disse ele me ainda mais tenso.
Fênix começou a rodear a carruagem enquanto ela caia em direção a Floresta da Tijuca. O incêndio seria enorme e provavelmente aterrorizador. Como um ninja, a Fênix conseguiu arrancar as rédeas dos Pégaso, as únicas coisas de nos mantinha vivos.
Haley pegou um dardo e acertou uma asa. O bicho escandalizou e acordou o estado inteiro. As luzes do Rio de Janeiro foram acesas aos poucos. Agora a cidade parecia uma arena de batalha entre uma carruagem em chamas e uma ave adoidada. Os olhos vermelhos de Fênix encontraram a minha lâmina de vidro, ela veio na minha direção de jeito assassino como uma flecha. O ataque acordou a amante de paeja, Tina. Tina pegou o dracma com a face de Atena e lançou como se joga-se cara ou coroa. Ao cair a moeda de ouro se tornou rapidamente uma lança.
- Cadê os Pégaso? - ela perguntou.
- Adivinha, uma ave louca, rédeas na minha mão, incêndio na carruagem... - sugeri.
- Padaria? - perguntou - Boa estratégia!
Consegui sorrir, mas agora bateu arrependimento de ter deixado, Terra, John e Pork voarem em direção a uma padaria imaginária. Percebi aos poucos que uma pessoa estava sobre a Fênix. Como isso era possível?
- Apolo! - Haley falou surpreso.
O deus do Sol usava uma espada de fogo. Esperou um pouco a Fênix se aproximar então pulou na nossa carruagem.
- Pedro! - disse ele.
- Apolo? - disse eu.
Apolo deu uma risadinha, mas essa risadinha me fez tapar os olhos. Apolo parecia escovar os dentes com fogo solar. Era branco de por medo. Ele era ruivo e fazia as meninas suspirarem por ele, Tina ficou boquiaberta.
- Fecha boca! Vai babar! - disse eu tentando quebrar o encanto de Tina.
- Cale-se, pirralho! - disse Tina me jogando para o lado.
A espada estava apagada, mas a Fênix rondava atônita a carruagem que ia caindo gradativamente. Tiago acordou e pulou para a frente, com os chifres incendiados. Apolo abriu a mão e o fogo foi direto para ele.
- Olá, Tiago! - disse Apolo sorrindo.
Tiago fechou os olhos e ele parou de sorrir.
- Venham comigo, meios-sangues. Por favor, donzela! - estendeu a mão para Tina, sorridente.
A Fênix havia para na frente da carruagem.
- Venha, Pedro, Tiago e Centauro! - Apolo abriu caminho pelas chamas de Fênix e nós adentramos as penas da ave.

A viagem seria melhor se estivéssemos com os olhos abertos em meio as chamas, mas Apolo estava em sua forma original.
- Que sensação estranha! - disse Apolo.
- Que tipo de sensação, Lord Apolo? - Haley perguntou.
Apolo provavelmente respirou fundou, havia percebido que não amava centauros.
- Tipo cheiro de poder! - Apolo enfatizou poder.
- Deve ser Olympus! - disse eu.
Apolo pareceu não entender por que havia tocado no nome Olympus. Apolo mexeu e se aproximou. Senti seu calor misturar-se com o calor da Fênix perto de mim.
- Olympus? - disse desconfiado - A espada de vidro que matou um ciclope? Foi você?
- Fui eu! - disse Tina - Mas o Pedro que cravou a espada nele e depois eu finalizei, enfiando a minha lança no pobre ciclope.
Apolo pareceu surpreso mesmo eu não olhando para ou olhando para alguém.
- Haley, - anunciou Apolo - assim que ele for reclamado pelo pai dele leve-o ao Oráculo. Tenho medo desse menino!
Apolo saiu de perto de mim.

O tempo se passou e já era meio tarde, devia ser mais ou menos oito horas da noite quando pisamos em solo firme. Já podíamos abrir o olho. Era incrível minha visão, via uma floresta longa na minha frente, mas automaticamente minha visão mudou e eu vi um acampamento.
- Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue, Pedro! - disse Apolo e Tina.
Era realmente lindo, mas estava vazio.
- Não é temporada, né? - disse eu - Geralmente é nas férias, um acampamento, principalmente no verão.
Tina me olhou.
- Provavelmente eles estão na Captura à Bandeira, vamos logo! - Tina entrou.
O Acampamento era realmente encantador, de primeira vista era um pinheiro.
- Esse é o Pinheiro de Thalia! É uma longa história norte-americana! Depois lhe conto. - disse Tina.
Entramos no Acampamento Meio-Sangue e descemos a colina. A primeira coisa que vi foi a quadra de vôlei e um monumento grego gigante, pensei em alguma replica.
- Essa é a Casa Grande! Ela é impressionante, não é? - disse Tina com brilho nos olhos.
Assenti. E continuei prosseguindo em direção à quadra de vôlei. Tina me puxou para frente e passamos batidos por ela. Atravessamos um rio de sumia atrás da Casa Grande. Uma coisa me chamou atenção, os chalés. Cada um era mais lindo que o outro. Um deles tinha uma decoração de videiras.
- Esse é o chalé de Dioniso. - Tina sussurrou - Ele é o deus dos vinhos.
É bem estranho olhar para cada chalé.
- Eu vou morar nesse! - apontei para um chalé verde moldurado com pedras. Ele mudava de cor vagarosamente.
- Vi que também gostou do chalé de Hécate.
Um raio zarpou do céu.
Outro era muito assustador porém normal, tinha uma coruja de madeira em cima da porta.
- É o seu? - perguntei por curiosidade.
- Sim. É emocionante olhar de novo para ele.
Andamos e um chalé feito totalmente de ferro era bonito, e eu gostei bastante. Tina me disse que era de Hefesto, o outro era de, Nemêsis, outro Apolo, outro Poseidon, que era bonito, tinha conchas na parede, outro Zeus, outro Hera.
- Não sei por que tem um chalé para a deusa da maternidade, a família perfeita? - Tina falou com desprezo.
E fomos vendo todas a estruturas então uma me interessou, caveiras eram espalhadas pelo jardim de capins negros.
- Esse é o chalé de Hades, deus dos mortos.
A luz estava acesa.
- Quem está dentro do chalé? - perguntei.
- Estige, filho dele. Não é de se enturmar, mas fazer o quê? - Tina disse meio sem-graça.
Me ofereci a entrar não sei por que. Estige estava sentado numa cadeira de ossos, usando roupas pretas, olhos azuis opacos, era completamente pálido, então tive um pequeno pensamento sobre ele: "Será que ele passa maquiagem?"
- Não. - disse ele parecendo adivinhar o que eu havia pensado - Eu não passo maquiagem, agora que já tem uma resposta vaza!
Não retirei. Fiquei plantado na sala. Estige parecia ter 16 anos e um tanto mau humorado.
- O que você quer, meu. - disse ele com um sotaque meio paulista - Te aviso, se você não sabe quem é seu pai, eu é que não vou saber!
- OK! Legal, não?
- O que?
- Isso aqui, os chalés, o acampamento... - disse eu um tanto sem graça, um tanto não muito sem graça.
Estige não respondeu, mas me olhou com um olhar vermelho incandescente, talvez o olhar de Hades. Em cima de uma penteadeira tinha uma espada negra e um apito de gelo.
- O que são essas coisas? - perguntei.
- Armas estígias, esta espada foi de Nico di Angelo, e esse apito foi usado por Percy Jackson, filho de Poseidon.
Não fazia sentido, mas era não quis criar caso.
- Cadê as pessoas dos outros chalés?
- Estão na Captura à  Bandeira, não sou muito fã e sou o único no chalé de Hades seria uma total desvantagem.
- Então é por isso que você não se enturma? - percebi que estava indo muito longe.
Estige pegou a espada do Rio Estige e posicionou em minha garganta.
- Chega! - disse ele, estava muito nervoso, as veias quase saltavam de sua pele - Vamos entrar nesse jogo!

Não conseguiria entrar numa luta no meio, mas Estige se encarregou disso, desacordou Alexandre e Fernando do chalé de Hefesto. As duas armaduras eram azuis, o que ajudou.
- OK! A batalha começou tem bastante tempo, então vamos ser bem cautelosos e subir e ficar de guarda na nossa bandeira, a azul. - disse ele breviamente.
Logo avistamos um ataque. Nossa bandeira ia ser atacada, mas nós dois corremos e apunhalamos duas semideusas, uma era filha de Apolo, Ana Beatriz e a outra de Afrodite, de beleza incomparável. Deu dó, mas afastamos as duas dali a golpes de espada.
Não sei o que aconteceu caimos em uma cratera gigantesca. A filha de Afrodite caiu como uma jaca e parou quando se chocou com uma rocha. Ana Beatriz foi rolando, mas logo ficou em pé. Estige e eu escoregamos juntos e um caiu em cima do outro. Ana Beatriz arrancou o elmo de sua cabeça e respirou um pouco. Fizemos o mesmo.
Estávamos em um lugar pouco usado pelo acampamento.
- A sala da profecia! - os olhos de Ana brilharam.
No fundo uma jovem dormia na cadeira.
- Sala da profecia? - perguntei aflito.
Todos me olharam até a filha de Afrodite que estava moída.
- Saiam daqui! - disse a jovem - Só voltem quando alguma coisa de importante acontecer.
Não sei como, mas algo brilhou acima da minha cabeça. Uma auréola? Não, bem pior!
- Não. - Estige se espantou - Você não pode ser...
- O que eu sou?
- Filho de Hades! - Ana Beatriz também não estava com uma cara boa.
Gritos soaram lá fora e Haley apareceu galopando.
- Outro filho de Hades? - Haley perguntou.
Nós quatro não ficamos felizes por isso.
- Alice, Bia e Estige podem se retirar? - Haley pediu delicadamente.
Alice foi a última a se retirar.
- Meu meio-sangue, ser filho de Hades não é muito bom, mas não é o seu fim. Se Hades te reclamou, é por que esse Senhor dos Mortos sabe das profecias.
Me senti perdido, morto, qualquer coisa menos feliz por ter um pai que manda no Inferno.
- Vá siga em frente, fale com Minerva.
Haley saiu caminhei até Minerva a jovem atordoada. Seus cabelos eram crespos e ruivos, sua pele extremamente branca e usava roupas pretas. Olhos verdes muito poderosos, quase me hipnotizou.
- Fale, criança, o que você quer? - acho que seria ao contrário, mas não foi.
- Quero que diga meu futuro. - não sei se falei as coisas certas, não sabia se ela ia dizer coisas daqui a dez anos.
Não sabia o que estava acontecendo com Minerva, mas a coisa não era melhor.
Nos portões negros o tesouro
No caminho perdido um sumirá
Mas isso não abalará os meios-sangues
Heranças de uma guerra voltarão
E só um sairá vitorioso.
As palavras não me fizeram mais felizes, Portões negros, caminho perdido, heranças de guerra, vitorioso? Nada fazia sentido. Minerva se levantara e se enfiou em uma parede, ela sumiu.

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