pequisa histórias & desenhos

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coleção "Pedro"


Tá bom, se você na rua se deparar com alguém que é bem estranho, anda estranho, olha estranho para você, e faz você se sentir estranho, fuja antes que se seja tarde. Eu cai nessa, mas o meu azar foi que o cara estranho estudava comigo.
Minha vida mudou a partir...
- Pedro! - minha mãe chamou - É seu primeiro dia de aula, não vá se atrasar!
- Ah, não! De novo não! - eu me levantei e entrei no banheiro.
Minha mãe continuou falando alguma coisa sobre pegar mau atrasar no primeiro dia de aula, que eu estava entrando em uma nova fase de minha vida, etc. Minha mãe seria perfeita se não fosse superprotetora. "Pega o agasalho, por que está frio.", "O guarda-chuva." "Só não esquece a cabeça por que está grudada no pescoço", minha mãe era assim. Ela tinha cabelo enrolados e castanhos, olhos verdes, pele parda, ela era muito bonita.
Tomei meu banho, escovei os dentes e sentei-me na mesa. Minha ia trabalhar, estava de blaser, gravata e saia da mesma cor do blaser.
- Como estou? - ela perguntou.
- Perfeita! - disse eu com pão na boca.
- Não fale de boca cheia, menino!
- Deixou de ser perfeita! - engoli.
Minha mãe pegou a chave, me beijou na testa e se foi. Engoli meu café da manhã e desci também. Lá embaixo estava a professora Jane, professora de ciências.
Jane era baixa, bonita, olhos roxos (isso é estranho), cabelo curto, apesar de amá-lo grande. Era o meu primeiro dia no Centro Educacional Norma Pera. O lugar não me encantava, mas Jane além de professora, era irmã da minha querida mãe, Rachel Xavier, e trabalhava lá. Isso não era muito confortável, não pagava, mas não podia ficar de recuperação. Perderia a bolsa.
- Pedro, você está grande! - Jane disse.
- Tia Jane, você me viu ontem e disse a mesma coisa. - disse eu.
- O que importa, sempre direi isso.
Fomos em direção a porta da escola. A escola era completamente verde, e eu era obrigado a usar uma camisa escrita CENP. Era meio difícil de eu ler, era disléxico, infelizmente.
- Pedro! Aguente firme! Você é muito inteligente por isso não se importe com suas deficiências. - ela sorriu e partiu.
Fui obrigado a entrar. O inspetor Haley, ele tinha esse nome por que ele nasceu no dia em que o cometa Haley brotou no céu pela sei lá que vez, me pegou pelo braço  me colocou para dentro. Ele era estranho, mas não era esse cara estranho de quem estava falando então espere um pouco. No final do corredor estava Tiago, meu amigão, tinha passos desingoçados, olhar torto e meio bombado. Dava medo de vê-lo, mas o cara era inteligente, sentimental e muito forte. Uma vez peguei ele comendo uma lata. Dentes. Dentes paranormais.
Éramos da mesma sala, 6º ano, mas ele parecia ser do ensino médio.
Comprimentei-o e entramos numa sala zoneada. Sentamos nas duas última cadeiras, primeira aula era de história. Lhe digo uma coisa, se seu ano começar com História durma. Srª. Felipa entrou na sala e colocou os livros na mesa e começou a desenhar macacos e humanos.
- Pré-História! - anunciou ela.
A zona continuou.
- Pré-História! - tirou o sorriso do rosto e elevou a voz - PRÉ-HISTÓRIA! - foi totalmente ignorada.
Tiago levantou-se e socou a mesa.
- Pré-História! - disse ele e todos voltaram-se para a professora.
A mesa de Tiago estava quebrada.
- O senhor pode se retirar?
Tiago saiu com a mesa na mão. Fiquei sozinho.

O sinal bateu enfim, não aguentava mais ficar na sala de aula "sozinho". Hora do recreio. Encontrei Tiago falando com Haley, o inspetor.
- Pedro! Recreio é para lá! - disse Haley.
- Mas... - fui interrompido por uma coisa muita estranha.
Haley segurava uma caneta aparentemente normal, mas quando tentou escrever começou a cortar o papel.
Dei meia volta e fui em direção ao pátio. Nada contra, mas que lugar desconfortável! Era tão branco que parecia uma hospício. As mesas de granito me davam medo. Na cantina uma mulher de mais ou menos 20 anos me despertou interesse pelo que era bom naquela escola. Ela chorava um pouco e li o seu nome, Tina, olhos cinzas tempestuosos, cabelos quase ruivos, pela clara. Usava o uniforme da escola para funcionários, blusa verde oliva, saia branca, e toca de cozinheira, provavelmente não era cozinheiro, mas estava num lugar onde se fazia o lanche dos alunos, pedi um salgado.
Sentei-me na primeira mesa  gélida que eu vi. Tina por incrível que pareça veio atrás de mim.
- Olá, aluno! - disse ela - Meu nome é Tina e o seu?
- Pedro. Porque está chorando? - me preocupei.
- Minha mãe me odeia! Ela acabou de sair daqui! - disse ela enxugando as lágrimas.
Tina puxou uma moeda onde continha um rosto familiar em meus sonhos.
- Quem é essa? - perguntei.
- Atena, deusa grega da sabedoria. - disse ela meio orgulhosa.
Não via motivos para ele então me mostrou a moeda de ouro. A moeda realmente era linda. O rosto de Atena de um lado e do outro estava escrito 1 dracma. Tina pegou ela de volta e pareceu pensativa.
Um barulho surgiu de algum lugar, pensei em Tiago, mas estranhamente ele estavana frente da cantina.
- Preciso ir, Pedro!
Pensei que ela iria receber Tiago, mas não correu na direção oposta e tirou toca.

Dizem que a curiosidade matou o gato. Eu quase virei o gato. Fui atrás de Tina. Tiago também.
- Saia daqui, Pedro! Agora! - disse ele com um olhar feroz.
- Não vou! Tá bom eu vou.
Tentar enganar Tiago é mesma coisa que um superdotado dizer que a matéria está difícil. Impossível. Assim que ele chegou no primeiro andar o segui. Tiago estava sem os sapatos. O vi depois com um punhal em mãos. Senti medo. Ele apontou o punhal para mim. Me descubriu.
- Vira isso para o lado! - disse eu.
- Não vou lhe matar. Seja mais cauteloso! - disse ele.
Subimos mais alguns degraus e o que vi não foi animador. Tina estava sendo esmagada por um Ciclope. Isso eu conhecia.
Era um gigante de um olho só. Não era muito interessante vê-lo. Usava luvas de ferro, uma armadura completa, masi um escudo ultraressistente, deduzi isso depois de uma superinvestida de Tina já solta.
- Temos que ajudá-la! Imediatamente! - fiquei aflito.
Tiago então se foi para a luta. Fiquei sozinho assistindo uma derrota do ciclope feio.
Minha teoria se esvaiu quando o ciclope pegou o bastão dela e a jogou contra a parede. Tiago quase o acertou, mas o gigante deu um soco a barriga dele o amassou no chão.
Desci rapidamente e encontrei Haley com a caneta.
- Pode me emprestar? - perguntei roubando a caneta das mãos dele.
Ele me seguiu imediatamente. Acionei. Um ponta de vidro apareceu.
- Pedro, - Tiago se remoia - diga Olympus.
- Olympus.
Minha caneta novca caneta cresceu e se tornou em um espada de vidro pesada. O monstro tentou me atacar. Golpei-o e pensei que a lamina iria se quebrar. Não foi o que aconteceu ferri o Ciclope e ele caiu. Tina se levantou e atravessou a lança no corpo do inimigo. O Ciclope se pulverizou. O vento bateu e as cinzas do monstro se foram.
- Quem é você? - perguntei aos meus dois amigos.
- Eu sou um sátiro. - Tiago respondeu com muito medo.
- Eu sou Tina, filha de Atena. - ela respirou fundo.
- E você é um semideus, Pedro! - disse Haley em forma de centauro.
A barba dele era maior e agora parecia normal assim como Tiago. Haley se mostrava bem severo.
- Você tem um pai deus e o outro é um humano. A Srª Rachel foi bem legal com todos nós. - disse ele.
- Como você... - não consegui terminar a frase perplexo.
Nesse momento uma carruagem de cavalos alados desceu. Haviam três. Dois eram branco e o outro preto.
- Como foi a viagem? - perguntou Tina aos pégasos.
Foi maravilhosa, Tina., disse o preto.
- Essa é Terra. E esses outros dois são John e Pork - apresentou-me os cavalos Tina. - Vamos a viagem é longa.

Era bem legal fugir da escola na carruagem de três Pégaso verdadeiros. John, Pork e Terra, o Pégaso preto de Tina, por falar em Tina, ela filha de Atena, deusa da sabedoria. Por incrível que pareça durante a viagem me disseram que o Monte Olimpo fica na cabeça do Cristo Redentor, aqui no Rio de Janeiro.
Durante boa parte do percurso sonhei, mas não sabia que ia sonhar um pesadelo.

Estava na Floresta da Tijuca, correndo sei lá de que, estava suado então algo me surpreendeu. Uma naiáde saiu da árvore e me agarrou.
Seus verdes eram encantadores. E a pele era meio esverdeada. Usava um vestido marrom e jóias com formato de frutas douradas. Nas orelhas pontudas havia uma maçã o que mais me encantava. Ela tinha uma lança pontuda.
Deixei de me encantar quando ela tentou me apunhalar com a lança. Disse Olympus e a caneta assassina virou uma espada grande desviei o golpe e a naiade se tornou uma árvore de novo. Continuei com a espada em mãos e continuei minha jornada, seja lá para onde estou indo. Duas naiades me surpreenderam. estava encurralado em um árvore que se tornou outra naiade.
Quando achei que estava morto, uma flecha acertou uma naiade, que virou névoa verde. As outras fugiram.
Uma menina de mais ou menos a minha idade apareceu.
- Olá, Pedro! - disse ela.
- Olá, Ana! - como eu sabia o nome dela?
- Eu estou te salvando outra vez. - nunca houve a primeira - Quando que você vai deixar de ser enganado pelos espíritos da natureza?
- Não sei, Ana. Talvez quando elas pararem de tentar me matar e não aparecerem do nada.
Ana era bonita, a flecha dela acabara de virar uma pregadeira para por no cabelo. Provavelmente era uma semideusa, tipo a Tina, mas a Tina era a única que eu conhecia. Estranhamente eu a conhecia e parecia ser de sonho então me lembrei do último sonho que tive, Ana era filha de Apolo, deus da música, da medicina, blá-blá-blá. Ela havia me salvado de uma peste negra, parecia um cão, mas não era.
Tina apareceu do nada também e não pude deixar de gritar, ela se assustou.
- O que você está fazendo aqui Ana Beatriz? - disse Tina.
- Peraí! Vocês se conhecem? - eu perguntei.
- Sim! - as duas concordaram.
Eu estava tonto. Cai no chão e então acordei na vida real.

- O que foi, Pedro! - disse ela no comando na carruagem.
- Você conhece alguma Ana Beatriz? - perguntei.
- Ah, não! Do chalé de Apolo. - ela respondeu.
Com a insatisfação perdeu o controle dos Pégaso que começaram a descer em direção a uma padaria.
- Terra! - Tina puxou as rédeas e eles começaram a subir de novo.
Tina estava seriamente preocupada com a minha pergunta, mesmo ela sendo alguns 8 ou 9 anos mais velha que Ana. Tiago e Haley pareciam ter acordado agora e haviam, um estava em cima do outro. O centauro estava em forma humana e Tiago, o sátiro, era o estranho de sempre.
- Porque eles, hã, estão esquisito de novo? - perguntei.
- Eles são esquisitos! Só que quando são humanos, eles demonstram a estranheza deles nas outras partes do corpo. Os pés falsos de Tiago e os óculos mágico de Haley servem para isso. - me explicou Tina - Só não tente tirar os óculos de Haley, John não gosta de Haley na forma de centauro em cima da carruagem "dele".
O resto da viagem foi muito perturbador. Tive que pegar as rédeas dos Pégaso, Tina ia dormir. A noite ia cair, mas algo muito clara brotou no céu.
- Tina, o que é aquilo? - tentei acordá-la e comecei a sacudí-la.
Tina abriu um olho e murmurou "paeja". Tiago e Haley haviam fechado a janelinha. Tentei gritar, mas provavelmente a carruagem era mágica e nada se escutava dos dois lados.
- Tina! - gritei mais alto.
Ela murmurou "paeja" de novo e voltou a dormir. Gritei de novo e ela não acordou. Haley abriu a janelinha e me viu atônito.
- O que foi? - Haley perguntou.
- Olha aquilo! - apontei para a coisa brilhante.
- Não pode ser! A última vez de a vi foi na Grécia! - Haley falou surpreso.
- O que é?
- Uma Fênix! - os olhos amarelados dele brilharam.
Agora que a criatura estava mais próxima deu para perceber que era uma ave de fogo, bem bonita mais assustadora. Um primeiro ataque me surpreendeu. A Fênix lançou uma espiral de fogo da direção dos cavalos.
- Padaria! - gritei.
Os Pégaso começaram a descer e o fogo acertou a carruagem com a carruagem em chamas morreríamos. Tentei pensar em algum deus grego e então tentei manobrar o fogo. As chamas não se dissiparam.
- Quem sou eu? - perguntei a Haley.
- Não você vai descobrir quando seu pai reclamar você. Isso talvez demore um pouco! - disse ele me ainda mais tenso.
Fênix começou a rodear a carruagem enquanto ela caia em direção a Floresta da Tijuca. O incêndio seria enorme e provavelmente aterrorizador. Como um ninja, a Fênix conseguiu arrancar as rédeas dos Pégaso, as únicas coisas de nos mantinha vivos.
Haley pegou um dardo e acertou uma asa. O bicho escandalizou e acordou o estado inteiro. As luzes do Rio de Janeiro foram acesas aos poucos. Agora a cidade parecia uma arena de batalha entre uma carruagem em chamas e uma ave adoidada. Os olhos vermelhos de Fênix encontraram a minha lâmina de vidro, ela veio na minha direção de jeito assassino como uma flecha. O ataque acordou a amante de paeja, Tina. Tina pegou o dracma com a face de Atena e lançou como se joga-se cara ou coroa. Ao cair a moeda de ouro se tornou rapidamente uma lança.
- Cadê os Pégaso? - ela perguntou.
- Adivinha, uma ave louca, rédeas na minha mão, incêndio na carruagem... - sugeri.
- Padaria? - perguntou - Boa estratégia!
Consegui sorrir, mas agora bateu arrependimento de ter deixado, Terra, John e Pork voarem em direção a uma padaria imaginária. Percebi aos poucos que uma pessoa estava sobre a Fênix. Como isso era possível?
- Apolo! - Haley falou surpreso.
O deus do Sol usava uma espada de fogo. Esperou um pouco a Fênix se aproximar então pulou na nossa carruagem.
- Pedro! - disse ele.
- Apolo? - disse eu.
Apolo deu uma risadinha, mas essa risadinha me fez tapar os olhos. Apolo parecia escovar os dentes com fogo solar. Era branco de por medo. Ele era ruivo e fazia as meninas suspirarem por ele, Tina ficou boquiaberta.
- Fecha boca! Vai babar! - disse eu tentando quebrar o encanto de Tina.
- Cale-se, pirralho! - disse Tina me jogando para o lado.
A espada estava apagada, mas a Fênix rondava atônita a carruagem que ia caindo gradativamente. Tiago acordou e pulou para a frente, com os chifres incendiados. Apolo abriu a mão e o fogo foi direto para ele.
- Olá, Tiago! - disse Apolo sorrindo.
Tiago fechou os olhos e ele parou de sorrir.
- Venham comigo, meios-sangues. Por favor, donzela! - estendeu a mão para Tina, sorridente.
A Fênix havia para na frente da carruagem.
- Venha, Pedro, Tiago e Centauro! - Apolo abriu caminho pelas chamas de Fênix e nós adentramos as penas da ave.

A viagem seria melhor se estivéssemos com os olhos abertos em meio as chamas, mas Apolo estava em sua forma original.
- Que sensação estranha! - disse Apolo.
- Que tipo de sensação, Lord Apolo? - Haley perguntou.
Apolo provavelmente respirou fundou, havia percebido que não amava centauros.
- Tipo cheiro de poder! - Apolo enfatizou poder.
- Deve ser Olympus! - disse eu.
Apolo pareceu não entender por que havia tocado no nome Olympus. Apolo mexeu e se aproximou. Senti seu calor misturar-se com o calor da Fênix perto de mim.
- Olympus? - disse desconfiado - A espada de vidro que matou um ciclope? Foi você?
- Fui eu! - disse Tina - Mas o Pedro que cravou a espada nele e depois eu finalizei, enfiando a minha lança no pobre ciclope.
Apolo pareceu surpreso mesmo eu não olhando para ou olhando para alguém.
- Haley, - anunciou Apolo - assim que ele for reclamado pelo pai dele leve-o ao Oráculo. Tenho medo desse menino!
Apolo saiu de perto de mim.

O tempo se passou e já era meio tarde, devia ser mais ou menos oito horas da noite quando pisamos em solo firme. Já podíamos abrir o olho. Era incrível minha visão, via uma floresta longa na minha frente, mas automaticamente minha visão mudou e eu vi um acampamento.
- Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue, Pedro! - disse Apolo e Tina.
Era realmente lindo, mas estava vazio.
- Não é temporada, né? - disse eu - Geralmente é nas férias, um acampamento, principalmente no verão.
Tina me olhou.
- Provavelmente eles estão na Captura à Bandeira, vamos logo! - Tina entrou.
O Acampamento era realmente encantador, de primeira vista era um pinheiro.
- Esse é o Pinheiro de Thalia! É uma longa história norte-americana! Depois lhe conto. - disse Tina.
Entramos no Acampamento Meio-Sangue e descemos a colina. A primeira coisa que vi foi a quadra de vôlei e um monumento grego gigante, pensei em alguma replica.
- Essa é a Casa Grande! Ela é impressionante, não é? - disse Tina com brilho nos olhos.
Assenti. E continuei prosseguindo em direção à quadra de vôlei. Tina me puxou para frente e passamos batidos por ela. Atravessamos um rio de sumia atrás da Casa Grande. Uma coisa me chamou atenção, os chalés. Cada um era mais lindo que o outro. Um deles tinha uma decoração de videiras.
- Esse é o chalé de Dioniso. - Tina sussurrou - Ele é o deus dos vinhos.
É bem estranho olhar para cada chalé.
- Eu vou morar nesse! - apontei para um chalé verde moldurado com pedras. Ele mudava de cor vagarosamente.
- Vi que também gostou do chalé de Hécate.
Um raio zarpou do céu.
Outro era muito assustador porém normal, tinha uma coruja de madeira em cima da porta.
- É o seu? - perguntei por curiosidade.
- Sim. É emocionante olhar de novo para ele.
Andamos e um chalé feito totalmente de ferro era bonito, e eu gostei bastante. Tina me disse que era de Hefesto, o outro era de, Nemêsis, outro Apolo, outro Poseidon, que era bonito, tinha conchas na parede, outro Zeus, outro Hera.
- Não sei por que tem um chalé para a deusa da maternidade, a família perfeita? - Tina falou com desprezo.
E fomos vendo todas a estruturas então uma me interessou, caveiras eram espalhadas pelo jardim de capins negros.
- Esse é o chalé de Hades, deus dos mortos.
A luz estava acesa.
- Quem está dentro do chalé? - perguntei.
- Estige, filho dele. Não é de se enturmar, mas fazer o quê? - Tina disse meio sem-graça.
Me ofereci a entrar não sei por que. Estige estava sentado numa cadeira de ossos, usando roupas pretas, olhos azuis opacos, era completamente pálido, então tive um pequeno pensamento sobre ele: "Será que ele passa maquiagem?"
- Não. - disse ele parecendo adivinhar o que eu havia pensado - Eu não passo maquiagem, agora que já tem uma resposta vaza!
Não retirei. Fiquei plantado na sala. Estige parecia ter 16 anos e um tanto mau humorado.
- O que você quer, meu. - disse ele com um sotaque meio paulista - Te aviso, se você não sabe quem é seu pai, eu é que não vou saber!
- OK! Legal, não?
- O que?
- Isso aqui, os chalés, o acampamento... - disse eu um tanto sem graça, um tanto não muito sem graça.
Estige não respondeu, mas me olhou com um olhar vermelho incandescente, talvez o olhar de Hades. Em cima de uma penteadeira tinha uma espada negra e um apito de gelo.
- O que são essas coisas? - perguntei.
- Armas estígias, esta espada foi de Nico di Angelo, e esse apito foi usado por Percy Jackson, filho de Poseidon.
Não fazia sentido, mas era não quis criar caso.
- Cadê as pessoas dos outros chalés?
- Estão na Captura à  Bandeira, não sou muito fã e sou o único no chalé de Hades seria uma total desvantagem.
- Então é por isso que você não se enturma? - percebi que estava indo muito longe.
Estige pegou a espada do Rio Estige e posicionou em minha garganta.
- Chega! - disse ele, estava muito nervoso, as veias quase saltavam de sua pele - Vamos entrar nesse jogo!

Não conseguiria entrar numa luta no meio, mas Estige se encarregou disso, desacordou Alexandre e Fernando do chalé de Hefesto. As duas armaduras eram azuis, o que ajudou.
- OK! A batalha começou tem bastante tempo, então vamos ser bem cautelosos e subir e ficar de guarda na nossa bandeira, a azul. - disse ele breviamente.
Logo avistamos um ataque. Nossa bandeira ia ser atacada, mas nós dois corremos e apunhalamos duas semideusas, uma era filha de Apolo, Ana Beatriz e a outra de Afrodite, de beleza incomparável. Deu dó, mas afastamos as duas dali a golpes de espada.
Não sei o que aconteceu caimos em uma cratera gigantesca. A filha de Afrodite caiu como uma jaca e parou quando se chocou com uma rocha. Ana Beatriz foi rolando, mas logo ficou em pé. Estige e eu escoregamos juntos e um caiu em cima do outro. Ana Beatriz arrancou o elmo de sua cabeça e respirou um pouco. Fizemos o mesmo.
Estávamos em um lugar pouco usado pelo acampamento.
- A sala da profecia! - os olhos de Ana brilharam.
No fundo uma jovem dormia na cadeira.
- Sala da profecia? - perguntei aflito.
Todos me olharam até a filha de Afrodite que estava moída.
- Saiam daqui! - disse a jovem - Só voltem quando alguma coisa de importante acontecer.
Não sei como, mas algo brilhou acima da minha cabeça. Uma auréola? Não, bem pior!
- Não. - Estige se espantou - Você não pode ser...
- O que eu sou?
- Filho de Hades! - Ana Beatriz também não estava com uma cara boa.
Gritos soaram lá fora e Haley apareceu galopando.
- Outro filho de Hades? - Haley perguntou.
Nós quatro não ficamos felizes por isso.
- Alice, Bia e Estige podem se retirar? - Haley pediu delicadamente.
Alice foi a última a se retirar.
- Meu meio-sangue, ser filho de Hades não é muito bom, mas não é o seu fim. Se Hades te reclamou, é por que esse Senhor dos Mortos sabe das profecias.
Me senti perdido, morto, qualquer coisa menos feliz por ter um pai que manda no Inferno.
- Vá siga em frente, fale com Minerva.
Haley saiu caminhei até Minerva a jovem atordoada. Seus cabelos eram crespos e ruivos, sua pele extremamente branca e usava roupas pretas. Olhos verdes muito poderosos, quase me hipnotizou.
- Fale, criança, o que você quer? - acho que seria ao contrário, mas não foi.
- Quero que diga meu futuro. - não sei se falei as coisas certas, não sabia se ela ia dizer coisas daqui a dez anos.
Não sabia o que estava acontecendo com Minerva, mas a coisa não era melhor.
Nos portões negros o tesouro
No caminho perdido um sumirá
Mas isso não abalará os meios-sangues
Heranças de uma guerra voltarão
E só um sairá vitorioso.
As palavras não me fizeram mais felizes, Portões negros, caminho perdido, heranças de guerra, vitorioso? Nada fazia sentido. Minerva se levantara e se enfiou em uma parede, ela sumiu.

- Haley o que é isso? - perguntei.
Haley aparecera logo depois da minha profecia ser revelada. Eu estava pálido. Se você preciso eu dormir, mas Haley insistiu que eu falasse com Quíron, outro centauro superior. Haley não respondeu nada em relação a minha pergunta. Haley me encarregou até o anfiteatro.
Lá no anfiteatro haviam vários semideuses. Vi Alice, Ana Beatriz, Tina, Estige em seus devidos lugares. Estige estava sozinho, mas logo eu me juntaria a ele, e seríamos os únicos no chalé mau-assombrado de Hades. Um grupo estava completamente aramado, provavelmente chalé de Ares, o deus da guerra. Outros eram muito fortes, mas não muito confiantes, era o chalé de Hefesto, eu acho. Um grupo tinha olhos cinzentos e profundos, a maioria era loiro e Tina estava no meio desse grupo, era o chalé de Atena. Um gupo parecia um circo, mas era charmoso, interessante, mas não caberia um homem, era o de Afrodite. Um grupo usava jardineiras e as meninas desse grupo tinham trigos presos aos cabelos, Deméter. O incrível era um grupo de adolescentes de pijamas, uns com ursinhos de pelúcia e meio dispersos, Hipnos. Alguns espaços eram vazios, pertenciam a Zeus e Hera. Um menino ficava isolado igual Estige, mas vazia bolhas com as mãos, será que era filho de Poseidon? Ana Beatriz estava com alguns meninos e meninas armados com arcos, com certeza era Apolo. Um grupo tinha um número maior, mas era controlado, era o chalé de Hermes, estranho era que um garoto tinha algumas jóias pesadas, deus dos ladrões. Risos. Outro usava óculos e alguns ficavam cambaleando, mas alguns eram supercentrados, Dionisio. Uns usavam roupas negras, mas os olhos brilhavam, Hécate. Impressionante era o chalé de Íris, vários marmanjos tatuados com pôneis e arco-íris nos braços.
Me senti desconfortável sendo os centro das atenções de Anfiteatro, não só do anfiteatro, do Acampamento Meio-Sangue. Todos voltavam seus olhos para mim, conhecia poucos, poucos não só Tina e Estige. Ana Beatriz veio dos meus sonhos e queria chamá-la para minha missão.
- Pedro, amanhã começará sua missão. - disse Quíron - Sabemos que você é irmão de Estige...
Quíron foi interrompido por ruídos.
- Filho de Hades. Por favor diga os versos de sua missão.
Fiquei um pouco nervoso, mas o olhar de Estige me fez começar a falar.
- Nos portões negros o tesouro. - pausa para engolir em seco - No caminho perdido um sumirá. Mas isso não abalará os meios-sangues. Heranças de uma guerra voltarão. E só um sairá vitorioso.
Quíron provavelmente engoliu em seco. Eu fiz o mesmo e todos fizeram o mesmo. Qualquer um que viesse comigo morrerá para um egoísta sair vitorioso.
- Meu pupilo Pedro, geralmente sou sangue frio com as profecias, mas a sua trará sérias mortes. - disse Quíron.
- Mas um sumirá, isso não quer dizer que morrerá. - disse eu - Já era de se esperar mortes, eu sou filho de Senhor dos Mortos. - não pude deixar de perceber um risinho de Estige.
As labareda da fogueira pareciam a cauda de um meteoro, estava alta e quase podia esquentar todos na noite fria. Eu quase torrei.
- Pedro, a profecia pode ter várias interpretações. Para você é uma, para mim é outra e para Heley é outra, mas há de convir que nenhum de nós pensamos coisas boas sobre. - Quíron confirmou - Já que a profecia não pede certos semideuses, você pode escolher mais dois.
- Não pode ser três? - perguntei com medo.
- Somente dois, se pedir mais um as coisas serão piores. - Haley disse.
Tina e Ana Beatriz trocavam olhares, mas Tina parecia mais nervosa queria entrar em batalha. Ana era minha salvadora dos sonhos, Tina era uma ajudante comedora de paeja e Estige era um amigo novo que poderia me ajudar muito a compreender meus novos poderes.
- Estige, você vem comigo? - perguntei sinceramente.
- Eu? - perguntou surpreso.
Assenti e ele emocionado correspondeu.
- Pedro, pode chamar a Ana. - disse Tina - Não lutarei mais em missões. Para mim basta a captura à bandeira.
- Então, Ana Beatriz! - disse um pouco animado.
Percebi que Tina não ficara muito feliz, deduzi por que ela saiu do anfiteatro às lágrimas. Ana Beatriz assentiu e então nos unimos envolta da fogueira e fomos abençoados por Haley.
Assim que todos os campistas saíram fomos dormir. Não queria sonhar, mas sonhei.

Estava na Grécia, ao meu lado estava Hades em frente a portões negros. O protão tinha um aspecto medonho, com alguns detalhes em ouro.
- Jovem grego, um dia conhecerá essas portas melhor que qualquer semideus.
Hades carregava uma espada parecida com de Estige em uma mão e na outra tinha uma caixa de bronze. Hades abriu e lá dentro tinha uma medalha com letras gregas, mas o ômega (Ω) ficava prevalecendo. Hades começou a recitar palavras gregas que vaziam sentido.
Deixo nesta terra que a chama há de mover, as coisas mais valiosas que mundo pôde colher. Na guerra essas peças destruiram muito gente. As moedas dos deuses foram resgatadas, mas Atena foi a única orgulhosa e recatada. As moedas ficam com você esperançoso guerreiro meu filho que esses portões recolheram, Adeus.
Hades me emocionou um pouco deixou a caixa com moedas a frente dos portões e a terra colheu a caixa valiosa. Rapidamente dali apareceu um guerreiro. Tinha a imagem de Cérbero na armadura , cabelos eram negros, apesar de ser cinzas. Em punho uma espada e um escudo totalmente polido as cinzas nunca foram tão brilhantes. O filho de Hades era perfeitamente um guerreiro. Provavelmente, morrera em batalha contra vários semideuses. Não sei porque deduzi isso e menos de cinco segundos. Conseguira ser pulverizado por um filho de Zeus que portava Olympus, minha espada. Fiquei com muito medo.

Acordei suado e preferi não comentar o ocorrido, talvez seja por isso Apolo tenha ficado assustado quando eu disse de portava Olympus em meu bolso. Começaria minha jornada 10 horas da manhã depois do café da manhã. deviam ser 4 da matina. Estige também não dormia, estava olhando para o minirio Estige. Do rio brotava uma luz, talvez nunca vista naquele chalé. Estige murmurava para o riacho.
- Estige? - chamei.
- Espere um pouco, meu irmão, o nosso meio-irmão está acordado, voltarei. - disse Estige e se virou - Olá irmãozinho está acordado por que?
- Tive um pesadelo com o nosso antigo irmão, não sei o nome dele, mas recebia uma oferenda de Hades.
- As moedas dos deuses. Tina tem uma. Atena lhe entregou depois de sua primeira missão com sucesso. Depois só foi humilhação após humilhação. Atena à rejeita mais que nosso deplorável pai.
- Não sei se Hades nos rejeita. - disse soando inocente.
Estige virou-se para o lado e voltou a coversar. Aquele talvez seria seu irmão, mas não era filho de Hades. Achei estranho ao perceber que filhos de Hades não tem parceria com Hipnos, mesmo ele morando do lado de Rio Lete. Me impressionei ao perceber que sei mais de mitologia grega do que achava e aceitei tudo numa boa, não tão boa. Virei e fui dormir.

Por que tina de sonhar de novo? Sim, eu sonhei. Estava numa gruta onde Ana e eu estávamos sozinhos. Onde será que está Estige? Preferi não descobrir.
Ana Beatriz estava com o arco em punho e acompanhei com Olympus. Um bicho brotou das sombras e meus pelos do braços se eriçaram. O monstro tentou me atacar, mas Ana Beatriz surpreendeu com uma flecha certeira. o bicho explodiu. Outro atacou e eu o cortei na barriga, se pulverizou. Um dragão gigante apareceu sibilando rapidamente, lançou uma rajada de labaredas e nossa direção. Não sei como, mas fiquei assustado comigo, criei uma barreira de ossos, um grande escudo branco feito de ossos que foi desfeita ao se chocar com o fogo.
Ficamos protegidos, mas logo depois fomos encurralados pelo monstro com garras encardidas, escamas negras, olhos vermelhos e sanguinários e dentes brilhantes. Os dentes pareciam ser feitas de prata. O dragão atacou de novo com um patada. Ana mirou na pata e calculou a hora certa de atacar. O dragão gemeu, mas se recuperou. Eu fui mais rápido que a recuperação de pulei sobre ele agarrando-me em alguma escama.
O bicho olhou freneticamente para Ana Beatriz e não me percebeu. Se percebeu, me ignorou.
Ana Beatriz continuou lançando flechas no monstro ao acertar nos dentes, fez-se um clang! e me assustei mais ainda, os dentes eram de prata mesmo. O dragão soltou labaredas que poderiam ter matado Ana na mesma hora. Ana foi além das minhas espectativas. Ela surgiu ao meu lado. Escorregamos pelo rabo do monstro.
O dragão ficou perdido, mas logo se achou, virou-se e correu atrás da gente. Criei vários escudos de ossos e paramos de correr quando encontramos saída. Era de noite.
- Aquele dragão vai daqui a pouco, precisamos de alguma coisa fácil de criar, mas que ele não nos destrua com uma labareda. - disse eu ofegante.
- Vou me equipar com flechas de música, elas irão explodir aquele monstrengo! - Ana se equipou com algumas flechas equipadas com microcaixas de som, porém pontudas e malvadas.
Fiquei com medo, por isso preferi não perguntar mais nada.
Os olhos vermelhos do dragão brotaram na escuridão, Ana Beatriz lançou a flecha, calculista. A flecha explodiu e soltou um clarão no túnel. Meio fraco apareceu o dragão sibilando fracamente. Me lançei na direção dele e então sai cortando o dragão que se transformou em pó, mas deixou um dente de prata no chão.
- Eu ou você pega? - perguntei.
- Você pode pegar! Já tenho alguns brindes. - Ana Beatriz brincou.
Acordei com um  sorriso medolnho no rosto. A concha soou. Estava na hora da do café da manhã ou de começar uma longa missão em busca de moedas.



Estige pegou a estatueta de um lobo. Tentei convencê-lo de não ir de qualquer maneira, mas sua aparência era um pouco diferente, um sorriso sem graça e sobrancelhas eriçadas. Os cabelos eram mais negros e os olhos multicoloridos estavam trocando do vermelho para o castanho.
Sai e tranquei o chalé de Hades. Nós olhamos além d tudo que era chalé, vimos Ana Beatriz, filha de Apolo. Estava vestida feito arqueira, um cinto com bolsos horríveis. Nos juntamos em frente a Casa Grande. Os cabelos dela ao Sol pareciam fogo, talvez o de Apolo também fosse assim.
Festus 2, o dragão de bronze do Acampamento Meio- Sangue, foi restaurado alguns anos atrás. Estava um pouco enferrujado, mas tomei confiança e Festus 2 subiu.
Por que subi naquele dragão? Festus 2 rangia a cada bater de asas, mas mesmo assim conseguia subir até as nuvens, tive uma sensação estranha passar das nuvens. Ana tomou o posto do dragão enferrujado.
O vento passando por nosso cabelos eram gelados. Estávamos a uma altura considerável. Peguei da minha mochila um casaco. Parecia de urso, mas eu não compraria um bicho morto, pus.

A viagem no ar foi bem turbulenta. Um mini-furacão passou ao nosso lado e quase derrubou Estige estava atrás.
- Vamos acelerar este bicho! - disse ele com um pouco de medo.
- Pedro, suba fique nas rédeas. - disse ela a mim.
Não sei porque ela ficou em pé no Festus dois. Pegou seu arco de cabelo em mão e se transformou em arco de verdade. Ana Beatriz puxou do sinto uma flecha, que eu reconheci dos sonhos, era a flecha musical. Ana Beatriz se armou e lançou num vulto. O vulto tomou forma de um monstros, olhos luminosos, corpo de vento,  e careca. Nojo. Asas saíram do corpo de vento.
Ele arrancou a flecha do peito e se restaurou.
- Ana Beatriz, nos encontramos de novo! - disse o monstro.
- Se afaste de mim, seu monstro! - disse ela.
Ela colocou o arco na cabeça e tirou um punhal. Estige pegou sua espada negra e desferiu um golpe. O monstro se desfez em vento, desviou de Estige e empurrou Ana Beatriz. Ela bambeou, mas parecia centrada na luta, tinha um ar vingativa.
Por impulso comecei a teclar num painel. Encontrei o modo piloto automático. Levantei me e gritei "Olympus", a espada de vidro brotou na minha mão e segurei Ana. Cortei o vento.
- Ele é um anemoi thuellai, não vai morrer tão fácil, já tentei. Esse Grover, o chefe de um grupo de anemoi, na região amazônica. - disse ela raivosa.
- Você é do norte? - perguntei.
- Belém, mais especifico. -  ela disse atacando o anemoi thuellai.
Atacamos ao mesmo tempo, nossas espadas se encontraram, Grover já tinha saído de nossa rota de ataque. Enfrentou Estige e o derrubou do dragão. Pensei que ele iria morrer, mas Grover pulou junto. Ia morrer. Um furacão brotou no céu e mais um flecha zarpou, não atravessou Grover, mas o furacão cessou tornando-se em um raio que aprisionou Estige, talvez para sempre.



Ana Beatriz estava decepcionada, que nem eu. Mas o grande problema é o meu problema é Estige, que havia sido raptado por um anemoi thuellai chamado Grover, e o de Ana Beatriz era o próprio Grover. Seus olhos estavam muito vermelhos, chorava incansavelmente e não se concentrava em Festus 2 que por um instante nos pôs medo. Festus 2 rangeu e caiu levemente, mas nós dois conseguimos ajustar as asas e ele levantou.
- Para onde vamos? Estamos voando a horas sem destino. - disse ela.
- Sem destino estamos, mas com objetivo. - respondi.
Ela não entendeu, então resolvi perguntar.
- Então qual é o objetivo? - ela perguntou enxugando as lágrimas.
- Tive um sonho com Hades. Ele oferecia moedas de ouro para um espírito seu filho. - disse eu.
- Como? Moedas, tipo a de Tina? - ela sorriu e eu não pude resistir.
- Isso mesmo. - assenti - Nos próprios portões negros, os da profecia.
Ana Beatriz virou-se para as rédeas segurou firme e piscou um pouco, estava com um pouco de sono. Assumi as rédeas sem questionamento. Segurei-as bem firme o começamos a acelerar. Duas flechas de fogo acertaram as asas de Festus 2. Começamos a cair. Ana Beatriz nem dormiu direito. Despertou e pulou, eu a acompanhei.

Não sei como sobrevivemos aos galhos pontiagudos e envenenados. Nos cortamos um pouco, mas saímos muito vivos. Duas meninas estavam rindo de nossa cara. Ana Beatriz praguejou em grego.
- Jennifer e Tayla! - Ana Beatriz sorriu um pouco.
Eram gêmeas e pela precisão das flechas de fogo eram filhas de Apolo. Figuei confuso. Elas pareciam tão vivas, tão lindas, como conseguiam sobreviver a uma vida tão selvagem. Viver em uma floresta? Não, isso não era para mim.
- Por favor! Tire ele daqui! - disse uma que tinha tranças e pulseiras.
- Se acalme, Tayla! - disse Ana Beatriz.
Logo, Jennifer era aquela que tinha rabo de cavalo, vestido superlimpo branco, e uma jaqueta jeans. Enquanto Tayla tinha trança, blusa com estampa de panda e uma saia no joelho rodada. As duas tinham cabelos castanhos, olhos pretos, e maquiagem azul nos olhos.
Tayla tinha uma faquinha na cintura e Jennifer tinha uma miniatura de escudo.
- Está tão concentrado em Aegis por quê? - estranhou Jennifer.
- Aegis? - perguntei.
- O escudo com a face de Medusa. - respondeu Ana Beatriz.
Das árvores da floresta surgiu dois cervos, os dois se uniram e se tornaram em uma adolescente perfeita, cabelos negros, vestidos branco com alguns tons azuis e verdes. Seu cabelo estava preso à uma trança, muito parecida com o de Tayla.
- Desculpe pelo dragão de bronze. - disse a adolescente.
Uma explosão brotou no meio da floresta. As gêmeas piscaram com a luz. Ana Beatriz suspirou ao ver a bola de fogo que se formou. Eu vi uma lágrima brotar no meu olho.
- Lady Ártemis, não foi sua culpa, foi de minhas irmãs, Tayla e Jennifer. - as gêmeas olharam feio para nós.
- Peraí, Lady Ártemis? Irmã de Apolo! - desmaiei, mas acordei.
- Minhas Caçadoras servem para caçar monstro, quando elas viram um dragão reluzente não resistirão e seu autômato foi destruído, mas falarei com Hefesto, ele cuidará de tudo. Festus 2 não será destruído mais uma vez. - disse Ártemis.
Um barulho estranho ecoo e duas náiades vieram com lanças feroz e malvadas. Ativei Olympus, mas ela derrubou e espada. Uma delas acertou Jennifer, que acionou Aegis, o escudo cresceu e se transformou na grande face feia de Medusa. Ana Beatriz flechou o peito de uma, essa se pulverizou em névoa verde.
Consegui recuperar Olympus e desferi um golpe contra uma náiade sanguinária. Tayla derrubou uma com a sua faca, e a transformou em árvore. Jennifer fez Aquela se afastar, na sobra tirou uma flecha  e derrubou náiade que para sua defesa se tornou árvore. Ártemis acompanhou tudo com tranquilidade, suas servas derrotarem meia duzia de seres da natureza revoltadas.
Quando uma senhora de um porte considerável pulou e acertou a deusa. Ártemis preparou uma flecha e acertou a a senhora em cheio. Quando isso aconteceu as náiades viraram-se para a deusa. Lobos brancos surgiram e uma menina brilhou com flechas metálicas. A senhora foi impedida, mas voltou a atacar contra a menina. Tayla lançou uma flecha contra a senhora e o icor dourado, sangue dos imortais, escorreu pela armadura. Uma náiade me atacou, mas desviei o ataque, cravei Olympus nela e corri até a senhora.
Ana Beatriz tentou impedir um ataque à deusa com sua faca, mas foi jogada longe. Um cipó da árvore ao meu lado tomou vida e me acertou em cheio, fiquei um segundo inconsciente, em seguida continuei meu ataque. Ártemis desviou a senhora e vi sua cara. Era um tanto medonha, nunca a vi na mitologia grega. Seus olhos eram dourados, pele verde, cabelos negros, usava um vestido amarelo, e uma tinha uma coroa de prata com uma pedra azul. A senhora da floresta me segurou com as garras afiadas e me levantou deixando Olympus cair.
A maioria estava no chão, a menina e Jennifer estavam de pé e lutando incansavelmente. Jennifer e a garota se afastaram e colocaram uma flecha no arco. As duas dispararam juntas. A criatura criou uma barreira de folhas e flores e aparou a flechas.
- Thalia, vamos morrer! - escutei Jennifer dizer do outro lado da barreira.
Thalia? Ela não era um pinheiro? O pinheiro de Thalia? Era ela mesma, exuberando imortalidade, ou até mesmo força. Quando abriu a boca para falar, falava inglês. Uma longa história norte-americana, me dissera Tina.
Aquele acampamento era mesmo cheio de histórias. Um raio retumbou e acertou a monstra. Ela cambaleou.
- Você, you, ainda tem esse poder, power? - perguntou Jennifer.
Filha de Zeus! Então ainda existem? Ha! Essa é muito boa!
Ana Beatriz levantou-se e lançou aquela flecha de som. A dona monstro caiu. Recuperei Olympus e arranquei sua coroa, a monstra se tornou uma mulher normal, ela adormeceu. Não quis arrancar sua vida também, mas logo ela foi se transformando em folhas.
- Senhora Norma! - percebeu Ártemis - Caçadoras, esta era Norma Cruz, uma ex-caçadora, desistiu de ser uma porque se apaixonou por um mortal.
Thalia deixou uma lágrima escorrer, assim como todas as outras. Norma Cruz se transformou em uma rainha de náiades sanguinárias, que evolução, do bem, para as normas de sobrevivência a toda custa. Dale, Norma! Quem era esse mortal, um filho de Deméter, ou alguma coisa parecida.
- Deméter não tem esse poder. - disse Ártemis -  Como Thalia, ela deve ter feito alguma coisa ao marido e seu pai ou sua mãe imortal não perdoou, ou se arrependeu e a transformou na rainha das náiades do mau.
Engoli em seco, em que meu pai me transformaria, numa estátua negra com olhos cheios de medo, com a finalidade de amedrontar os campistas do Acampamento Meio-Sangue, ou até os monstros.
Me virei para não ver Thalia lançando as folhas de Norma no ar. Quando me virei não havia vestígio de cervos, lobos, náiades, ou qualquer coisa que eu não goste de presença. Ana Beatriz estava no chão.
- Ana! - chamei.
Ela abriu os olhos e se levantou as poucos, seus estavam vermelhos de choro.
- Não pode ser! - disse ela - Não! Qualquer um menos ela! Mãe me perdoe.
Norma Cruz era mãe de Ana Beatriz.
Olhei para um lado, olhei para o outro e encontrei uma estatueta de um lobo. Estige esteve por aqui, ou mais em cima.



Fiquei um bom tempo pensando em Norma e Ana Beatriz, mãe e filha, nossa! Ana Beatriz ficou um bom tempo sem falar. Eu tive que respeitar estava também com voto de silêncio, Estige, poderia vivo ou morto, mas passara naquela área de batalha e deixara cair a estatueta de lobo. Morto não estava, sorte! Se estivesse pela estatueta descobriria como morrera, esse é um dos meus poderes.
- Ah! Onde será que está Estige? Me cansei de pensar. - disse eu nervoso.
Ana Beatriz não respondeu, mas logo voltou a Terra e respondeu a minha pergunta.
- Me dê isto!
- Por quê? - disse eu surpreso.
- Sou filha de Apolo, talvez o encontre.
Ao longe sons de batalha ecoaram.
- Desculpe! Já encontrei! - disse eu.
Estige estava com roupas rasgadas, e usava um martelo dourado. Um homem atacou Estige. Parecia um bárbaro, com espíritos envolvendo um outro martelo, duas vezes maior que que o dele. Dois cavalos negros brotaram e surpreenderam eu e Ana Beatriz.
- Olympus! - disse eu.
- Não! - gritou Ana Beatriz.
Era tarde, minha lâmina brotou e O Bárbaro me olhou furiosamente, bateu seu grande martelo no chão e nos derrubou. Os cavalos pularam sobre nós. Issei Olympus e um cavalo explodiu. Ana Beatriz rolou e lançou uma flecha. A flecha zarpou pelo corpo do cavalo, mas não o fez explodir.
O cavalo avançou e ela puxou a adaga, mas ele não explodiu. peguei a flecha de Ana Beatriz que ficara presa ao meu lado. Lancei a flecha e o cavalo morreu. Ana Beatriz se levantou e se limpou, nesse momento o bárbaro atacou e nós dois. Estige foi por trás e foi lançado para o rio que circulava a ilhota. Ana Beatriz deu um chute na armadura, mas não impediu o ataque, Ana também voou pela ilhota.
Atravessei a ponte e o bárbaro a arrebentou. Fiquei sobre a ilhota consegui recuperar Estige e Ana Beatriz. O bárbaro deu um pulou que estremeceu o chão da ilhota.
- Cara, eu não merecia esse banho! - reclamou Estige.
O bárbaro veio com toda a força, uma rajada de espíritos tremeluziram e nos atacaram. Mantemos eles longe de Ana Beatriz. Cortamos, destruímos e impedimos a chegada dos espíritos. Mas logo percebemos que estávamos encurralados.
- Ana Beatriz, vocês consegue manter o Rei Bárbaro longe da gente? - perguntou Estige.
- Talvez!
Ana Beatriz avançou e atravessou os espíritos do Rei Bárbaro. Levou sua adaga às mãos e atacou. O rei bateu o martelo no chão. Ana pulou e cortou o cabelo do rei com sua adaga.
- Desculpa, precisava! - zombou Ana Beatriz.
O rei a olhou furiosamente, o resto não percebi, porque um fantasma me atacou. O repreendi com Olympus, e ele sumiu. O Rei Bárbaro se iluminou.
- Estige, olhe.
- Ana Beatriz destrua-o agora. Todos os espíritos dele estão com a gente. Destrua-o - gritou Estige.
Ana então se afastou e levantou o arco, se armou com uma flecha de Apolo, mirou e acertou. O Bárbaro bambeou.
Transformei Olympus em um estilete-caneta, e atravessei os espíritos. Quando atravessei todos, gritei Olympus, a espada de vidro apareceu e eu atravessei o Rei Bárbaro com Olympus. O espírito pareciam ter sido puxados para o Mundo Inferior. O Rei Bárbaro caiu no rio e, como mágica, o rio se dissipou. Saímos da antiga ilhota.
- Gente, olhem isso. - Ana Beatriz pegou o martelo do Rei Bárbaro - Isso é leve!
- Nem tanto. - disse Estige - Parece que é, mas...
Pegou o martelo em mãos e pôs perto do do seu martelo. O martelo dourado de Estige e o martelo de madeira do Rei Bárbaro se uniram.
- Me dê o lobo. - pediu Estige e eu o entreguei.
Estige pôs a estatueta embaixo do novo martelo.
- E pronto! - Estige mostrou toda a transformação.
- Por Zeus, o que é isso? - espantou-se Ana Beatriz.
- O caminho do lobo é esse, que também é o nosso caminho. - Estige fez que nem o rei e uma trilha apareceu - Este é caminho!



Caminhamos por muito tempo, e com uma grande naturalidade, caímos em um túnel. Por ironia do destino, quando olhamos para trás não havia saída e não tinha como escolher para onde ir, haviam três caminhos.
- Por aqui! - dissemos os três e cada um apontou para cada caminho. - Não, não não! - discordamos - Por aqui!
- Já sei! Estige, martelinho! - pediu Ana Beatriz e ele correspondeu. Bateu o martelo no chão e bum, a caverna estremeceu e quase caímos, quando voltamos ao nosso equilíbrio gritos ecoaram por todos os caminhos. - Maravilha! Vamos nos dividir.
- E comprometer nosso grupo de novo? - disse eu - Nananinanão!
Ana Beatriz pareceu pensativo, eu sabia que o forte dos filhos de Apolo não era pensar, em logo propus.
- Ana Beatriz, pegue três flechas e lance-as. A que parar de zunir muito depois nós vamos.
- Não vai dar certo. - atestou Estige - Mas se nós seguirmos por um a nossa entrada sumirá. Por qualquer um, não teremos como fugir.
Engolimos em seco, mas como líder, segui por um. Que burrice!

Logo que eu atravessei o portal do túnel do meio folhas se entrelaçaram e me trancou, vi Ana e Estige aflitos, mas eu segui solitário. Acho que fizeram o mesmo.
Agarrei Olympus e comecei a correr. Espelhos e quadros eram espalhados pelas paredes do túnel. Em um dos quadros consegui ver um herói com um espada brilhante em punhos e lutando contra um leão gigante, o Leão de Neméia. A espada era provavelmente de bronze celestial e era muito interessante. Embaixo na legenda estava escrito em grego Héracles e Anaklumos, Contracorrente. Ao lado Percy Jackson e Contracorrente, também.
Continuei correndo sem prestar atenção em mais nada.
Só faltava uma coisa, um abismo. Tudo o que eu queria era um abismo. Claro que não queria, mas foi o que encontrei na minha frente. No meio do abismo havia um cilindro com três estátuas, uma de ouro, outra de prata e outra de bronze, três mulheres bonitas, com véus que tapavam os olhos e vestidos que provavelmente eram longos, pois não se via profundidade daquele abismo.
A estátua de ouro segurava uma tesoura, as outras duas seguravam fios que giravam em uma grande manivela. De longe avistei dois sátiros que não pareciam bonzinhos, morcegos pendiam de cabeça para baixo no teto cheio de estalactites. Tentei não ter medo, quando, notei que deveria atravessar sozinho sem ajuda de deuses ou qualquer coisa, conheceria meu pai mais cedo que deveria.
Pus o pé numa borda da direita e segurei numa urna que virou e desabou. Continuei meu caminho até chegar ao fio de bronze. Um sátiro puxou sua espada de dois gumes e avançou, eu puxei Olympus e mais alguns brotaram.
- Pegue-o! - gritou um vestido com uma armadura completa.
Pulverizei o primeiro, o segundo e o terceiro vieram cruelmente para minha direção. Decepei um e desarmei o outro que caiu no abismo.
- Tchau! - murmurei.
Nossa como eu sou cruel!
Com a lamina de vidro desabei dois covardes que usavam arco e flecha desviei uma e assim que uma flecha desviado acertou o fio de bronze os dois soldados morreram cremados. O comandante ficou assistindo então cheguei a ele. Tentei um corte com Olympus, mas ele compreendeu e com o punho da espada de dois gumes me derrubou. Fiquei desarmado e  a mercê da espada de dois gumes na minha garganta. Assim que o sátiro se preparou para me matar, levantando sua espada, rolei para o lado e recuperei Olympus, o sátiro caiu e lancei ele a manivela, e sátiro levou uma rajada de fogo e desabou.
Uma porta se abriu e entrei nela.

Depois de tanto caminhar, ou correr, cheguei a uma nova entrada, ou saída. Três mulheres estavam sentadas e postos diferentes. Uma era um pouco velha, porém bonita, vestimentas negras que tapavam os olhos. Uma era jovial e séria, e a outra usava pulseiras de ouro e brincos de diamante.
- Cloto, quem é este? - perguntou a senhora.
- Pedro, filho de Hades. - disse a jovem.
- Então ele mesmo pode fazer meu trabalho? - disse a velha.
- Atropos, não faça isso, da última vez que você pensou em fazer isso, colocou o miserável Rei Bárbaro para guardar o castelo e agora olha outro aqui. Quem é o seu deus patrono, Hades. - disse a brilhante.
- Como vocês sabem meu nome...? - gaguejei.
- Nós somos as Moiras, ou as Parcas, meu nome é Láquesis, a jovem é Cloto e a mais velha é Atropos.
As três se levantaram no momento em que o fio parou de ser enrolado. Atropos se flutuou e pegou sua tesoura gigante.
- Está na hora de destruir um fio da vida.
- Peraí, de quem? - perguntei.
- Veja você mesmo! - falou Cloto começando a tecer outro fio.
Quando olhei para o espelho me espantei. Era Estige rodeado de monstro estranhos, um deles era o Minotauro.
- O que vocês estão fazendo? Ele é meu irmão e muito novo para morrer! - resmunguei.
- O que podemos fazer, ele não sobreviverá a outro ataque dum hiperbóreo. - disse Láquesis - Todas as conquistas dele já se foram. Ele não tem mais linha da vida.
- Desenrole o fio e me mostre por que o fio da vida dele acabou. - falei nervoso.
- Um sairá vitorioso, Pedro! Então ele não será nosso conquistador, pode ser você, o resto de sua vida só você que sabe. - falou Atropos.
- Me levem a ele. Quero ajudá-lo, e se eu sair vivo, vocês me mostrem a saída, se não, façam o que quiserem com o destino de Estige.
- Aceitamos a sua escolha, filho de Hades. - disse a velha Atropos.
O espelho tremeluziu e elas fizeram um sinal de afirmação, então entrei no espelho. Saí de uma das paredes e ataquei um hiperbóreo que caiu, mas depois se levantou. O Minotauro atacava Estige. Corri até ele, mas um hiperbóreo congelou meu pé. Haviam dois hiperbóreos e um Minotauro.
Quebrei o braço do hiperbóreo e enfiei a espada em sua barriga de gelo que explodiu em neve. O outro se sentiu excluído e cortei-lha ao meio e agora só havia o famoso e destruidor Minotauro.
Estige acertou-lhe com o martelo e ele caiu, mas levou na mesma hora e com um coice jogou Estige cansado longe.
- Olé, touro! - tirei atenção do Minotauro para mim.
O monstro veio em minha direção com seu machado. Assim que ele me atacou, me joguei no chão e o gelo se quebrou. Ataquei com Olympus em sua direção e com o brilho da espada ele me atacou imediatamente. Desviei e rasguei seu couro, o bicho gemeu e me olhou furioso. Me atacou de novo pulei e sobre ele e finquei minha espada em suas costas e me pendurei esperando que ele colidisse com algum espelho. Foi o que aconteceu, o touro, inconscientemente burro, bateu contra um espelho e desabou no chão. Se desfez em pó e  nos deixou seu chifre.
Um raio retumbou e as irmãs do destino apareceram.
- Pedro e Estige, vocês provaram que podem sair vivos, saiam por aqui e nunca nos olhem nos olhos. Sua amiga Ana Beatriz já está do lado de fora. - disse Atropos - Vão antes que mudemos de opinião. Vão.

Por incrível que pareça, as irmãs do destino disseram a pura verdade, Ana Beatriz estava do lado de fora murmurando.
- Oi, Ana! - disse eu.
- Até que enfim tive sonho horríveis com vocês.
- Sonho? - perguntamos.
- É entramos numa caverna e quando acordei estava aqui, mas vocês lutavam muito. - Ana Beatriz.



Armamos acampamento. Mentira! Deitamos na terra fofa, sem forro nenhum. Por mais estranho que pareça, Ana Beatriz foi a única que dormiu com cobertor, eu e Estige nos enterramos na areia e deixamos nossas mãos e armas para fora. Infelizmente semideuses sonham com pesadelos e eu não sou exceção da regra.
No meu sonho havíamos voltado um pouco e encontramos o Rei Bárbaro de novo, para falar a verdade Ana Beatriz reencontrou o Rei Bárbaro e eu estava atrás de uma árvore totalmente imóvel. Tentava alcançar Olympus, mas não foi de grande ajuda, meus dedos, pernas, braços, olhos, cabeça, meu sistema nervoso não enviava nada ao meu cérebro. Ana Beatriz ia sendo massacrada aos poucos pelo Rei Bárbaro. Ana lançava flechas de Apolo, flechas do Sol, flechas normais... Nada funcionava. O homem que às vezes cambaleava voltava ao normal e abordava Ana Beatriz que lentamente ia se degradando pela força do rei. Ela agora estava ajoelhada e suando, como se estivesse sobre uma lareira no deserto de dia. O Rei Bárbaro não suportava a fúria que ele sentia por Ana Beatriz, que não o matou. Infelizmente eu havia matado ele, mas ninguém me viu aproximar e atacar o Rei Bárbaro, talvez nem os deuses viram, talvez nem as Irmãs do Destino me viram destruí-lo.
Ao pensar sobre elas, as três apareceram.
- Pedro, Ana Beatriz traçou seu caminho! Pensei que ela fosse uma menina sensacional, mas já que ela atravessou este caminho de novo, tivemos de colocá-lo de volta a vida. - disse Cloto.
- Está na hora dela responder pelos atos cruéis e insensatos que ela produziu. - disse Láquesis.
- Agora a linha da vida dela será cortada por você mesmo, filho de Hades, que a fez lutar contra o nosso guardião. - disse Atropos puxando a tesoura de ouro.
- Não! - disse eu quando era muito tarde.

- NÃO! - acordei junto com Ana Beatriz.
Ela estava suada e o cobertor estava jogado para o esquerdo dela. Eu estava igual mas a terra havia grudado na pele, doía. Ela estava um pouco tonta e eu com dor de cabeça.
- Ah! - gritou Estige - Por que vocês acordaram?
- Tive pesadelo! - dissemos nós dois juntos.
Estige se espreguiçou e voltou a dormir.
- Diga o seu pesadelo! - disse ela.
- Acho melhor você falar! - disse eu me recuperando.
Ana Beatriz começou a descrever o sonho que era totalmente igual o meu. Ela estava sozinha andando pela floresta e o Rei Bárbaro a surpreendeu. Ela rolou pela ilhota e o bárbaro começou a lutar contra ela.
- Enquanto você lutava eu sentia culpa de não poder me mover! - disse eu nervoso.
- Nossa! Como dois semideuses podem ter os mesmos sonhos só de pontos de vista diferentes. - disse ela.
- Acho que foram pontos de vista iguais. - disse eu.
Ela bambeou e voltou a si.
- Pedro, temos de seguir em frente. Acorde Estige, eu vou cuidar do cobertor.
Virei e comecei a lutar contra Estige, que a cada cutucada que eu dava ele me dava um soco.
- NÃO! - gritei.
- Outro pesadelo? - perguntou.
- Você estava morto. - disse eu.
Ele levantou da terra e se bateu todo, fiz o mesmo.
- Gente, acho que estamos perto. - disse Ana Beatriz - Estige, pode dar a última martelada?
- Talvez! - disse ele e deu uma martelada que deve ter acordado os bichos mais ferozes da selva brasileira.
As árvores criaram um túnel e passamos dentro dele.
- Não sou um Caçador de Ártemis, mas tudo bem. - afirmou Estige.
- Existem os Caçadores de Ártemis? - perguntei.
- Somente as Caçadoras. - disse Ana Beatriz quase chorando - Queria agradecer a Apolo. Se não fosse por ele eu não estaria viva, nem estaria nessa missão.
- Desculpe-me, mas se não fosse por Apolo, a sua mãe estaria aqui viva.
- Não foi Apolo que fez isso! - disse ela.
- Foi quem então?
- Foi minha avó Deméter! - disse ela.
Legal e triste, Deméter era avó de Ana Beatriz e causadora da morte da mãe dela. Era impressionante o passado de Ana Beatriz! O resto do caminho foi silencioso, dava para ouvir os grunhidos das feras no meio da mata, até um tatu passou pelo nosso caminho! E em vez de me sentir culpado por ter colocado meus amigos em maus lençóis, preferi pensar em quantos bichos mansos e ferozes haviam, calmos e bonitos haviam do lado de fora do nosso túnel.
Estranhamente começamos a subir, parecia que subíamos uma montanha.
- Olha, devem ser os tais portões. - disse Ana Beatriz.
- Eu vou seguir sozinho agora! - disse eu.
- Quando nos separamos nós quase morremos. - disse Estige.
- Concordo! Estige foi levado por Grover, nós sofremos na mão da minha própria mãe e o Estige quase virou picadinho por causa do Rei Bárbaro. - disse Ana Beatriz.
- Eu quase morri nas mãos do Minotauro e dos hiperbóreos. - disse Estige.
- E eu sofri ao ver Ana Beatriz e você morrendo pelos fios de Atropos. - suspirei.
- Nós não podemos nos separar! - disse ela.
- Mas devemos. - gritei eu.
- Mas não podemos! - disseram os dois.
- E se seguirmos, dois de nós três morreram. - disse eu - Ou todos nós. - murmurei.
Nós três ficamos pensativos.
- Eu concordo com o garoto. - disse alguém.
- Atena! - rosnou Ana Beatriz - O que você está fazendo aqui.
Uma mulher de cabelos loiros, olhos cinzas, vestido branco, anéis nas mãos e um cajado com um cristal em forma de coruja. Atena era bonita se não fosse medonhamente cruel como dizia a voz de Ana Beatriz.
- Garota presunçosa! - exclamou Atena - Como continua viva?
- Do mesmo jeito que Tina! - disse Ana.
Engoli em seco ao ouvir o nome de Tina.
- O que a Tina tem a ver com isso? - perguntei.
- Tina é uma vilã! - disse Ana Beatriz.
- Sua opinião não conta, Bia, vocês se odeiam desde que me entendo com semideus! - disse eu nervoso.
- Ela é meu orgulho! - disse Atena - Garoto você sabe o quanto eu cobro de minha filha, você já me viu na cantina. Não entendi por que você não pôs minha filha na jornada.
- Porque ela deixou eu não pôr! Ela sabia que eu escolheria Ana Beatriz. - respondi.
- Como isso? - disseram as duas juntas.
- Como é possível ela saber que você me escolheria? - perguntou Ana Beatriz.
- Eu conversei com ela antes da gente chegar ao Acampamento Meio-Sangue. - disse eu - Eu tive dois sonhos contigo antes do acampamento, você me salvara contra ataques de náiades cruéis.
- Que lindo! - disse Atena
- E Tina aparecia e começava a brigar contigo. - disse eu apontando para Ana Beatriz. - Estava predestinado seguir ao lado de Ana Beatriz nessa missão.
Assim que eu disse tudo que acontecera antes de chegar ao Acampamento Meio-Sangue, percebi que Tina era uma jovem de pavio curto. Derrotara o ciclope, se apaixonara por um deus grego, era uma funcionária da cantina do meu colégio, ou seja, era também uma garota de azar.
- Agora entendi! - disse Atena - Tina é a vilã! - concordou a deusa.
- Como? - perguntou nós três.
- Ela é a vilã! Ela quer roubar as moedas, antes de vocês.
- Então o outro semideus é ela! - concluí.
Tina é e sempre será a vilã! Preferiu não aceitar a missão para prosseguir sua trama. Que bandida!, Que idiota!, Nós somos os idiotas agora!.
- Eu sempre soube! - sorriu Ana Beatriz.
- Parabéns, Ana! Descobri que não passo de um cego! - disse eu seguindo em frente, esperando que encontrasse com Tina.
- Não, Pedro! - disseram os três atrás de mim, enquanto corriam também.



Enquanto subia, Atena, Ana Beatriz e Estige subiam atrás de mim tentando impedir o desastre. Transformei minha caneta em Olympus e fui subindo até chegar ao topo e ver Tina. Quando enxerguei Tina avancei e Grover, o anemoi thuellai, me atacou. Atrás de mim Atena lançou um raio que transformou Grover em brisa.
Estige avançou em direção de Tina que estava vestida de dourado, mas, como ilusionismo, o vestido dourado se tornou uma armadura.
Estige pegou o martelo e lançou-a contra os portões pesados. Ela desabou no chão, mas retornou e com a lança de Atena avançou contra Estige, mas ele desviou.
- Você não merece essa moeda. - disse Estige.
- O que você diz, filho de Hades, só prova que eu sou melhor que você. - respondeu ela.
Tina desviou de uma martelada na vertical de cima para baixo. E quando Estige foi dar uma martelada da direita para esquerda e ela pulou se auto-encurralando.
- Até você, mãe? - disse ela
- Estou do lado certo, minha filha. - disse Atena.
Tina respirava fundo e parecia que ela estava muito cansada. Ela suava e estava ofegante. E teria de escolher entre um de nós para lutar. Atena é uma deusa, lançaria um raio que destruiria aquele lugar e pulverizaria Tina. Se escolhesse Estige, ele terminaria o trabalho que já havia começado. Se me escolhesse, eu tinha Olympus em mãos seria uma luta interminável. Se escolhesse Ana Beatriz, poderia marcar em cima e deixá-la sem chance de usar as flechas e, assim, só poderia lutar com sua adaga.
- Olá, Ana Beatriz! - sorriu Tina de leve.
- Oi, víbora! - disse Ana Beatriz.
Atena se afastou notando que haveria batalha ali. Eu me rendi e transformei Olympus em caneta-estilete. Estige transformou seu martelo na estatueta do lobo. Ana Beatriz se armou com flechas de Apolo, flechas do Sol, flechas comuns...
Me aproximei pela última vez e entreguei-lhe a caneta-estilete, que por sorte Tina não percebeu o que eu fiz. Estige pôs em no pescoço dela o colar que ele que simbolizava o elmo de Hades.

Nos afastamos e Atena não estava mais lá. Só sobrou no centro do topo Ana Beatriz e Tina. Ana lançou duas flechas de Apolo. Tina caiu em seguida, mas se ergueu. Tina a surpreendeu com a lança. Ana Beatriz rolou para um lado para o lado do portão, puxou sua adaga e quebrou um pedaço da ombreira da armadura. 
Tina a surpreendeu de novo e Ana Beatriz caiu. No momento em que caiu, Tina aproveitou e a desarmou. 
Sua adaga estava fora de alcance. 
"Use Olympus" ordenei em minha mente.
Ana Beatriz capitou a ordem avançou com Olympus e quebrou sua armadura por completo. Tina vestia um vestido azul. Ela sem hesitar avançou com a lança e Ana Beatriz içou Olympus e cortou o ombro dela. 
O sangue dela escorria pelo vestido azul.
Sem pensar, Tina atacou e Ana Beatriz foi desviando dos ataques insanos que ele fazia. Ana Beatriz infelizmente foi encurralada por Tina nos portões.
- Tá na hora de terminar. - disse Tina levantando lança e atacando Ana Beatriz, que desviou.
A lâmina da lança ficou presa nos portões e Ana Beatriz, calculando tudo, chutou Tina. Estige preparou o martelo e deu uma martelada nela, que sem equilíbrio foi rolando pelo túnel de árvores que ele havia feito.
- Parabéns, Estige. - disse um homem.
- Pai? - Estige se surpreendeu.
- Hades? - perguntamos eu e Ana Beatriz.
- Filho! - disse Hades a mim.
Hades usava uma calça preta com uma caveira em cada joelho, uma camisa de manga longa e um sobretudo preto de veludo. Meu parecia um gótico do mau. Além disso, tinha seus olhos multicoloridos iguais a Estige, agora que parecia feliz tinha olhos pretos brilhantes. Tinha em uma mão um cajado com desenho de um lobo.
- Você, Estige, é o novo herói. - disse Hades.
- Mas eu lutei o tempo todo com ele! - disse Ana Beatriz irritada.
- Você foi maravilhosa, menina. Com ajuda de seus amigos, você conseguiu lutar contra Tina, uma vilã que não descansará tão cedo. - disse Hades - Aliás, acho que isso te pertence. - pegou sua adaga.
- Pai! Você deve estar com raiva de mim. - disse eu.
- Não, filho, você usa Olympus porque eu permiti que Haley entregasse isso a um dos meus, filhos.  Como Estige só sai daquele quarto para esgrima e para o pavilhão para comer, você era o filho de Hades que merecia isso. - disse ele - Para mim, Zeus deveria provar o poder dessa lâmina de vidro. Vocês trouxeram de volta as heranças da guerra, que não foi relatada. Foram muitos, poucos estragos para a Terra, mas muitos estragos para o Olimpo, em que o meu filho, Amadeus morreu pela lâmina de vidro.
Hades parecia um deus sério. Notei que na outra mão estava a caixa com as letras gregas dos meus sonhos.
- Essa é a caixa das moedas? - perguntei.
- Garoto inteligente! Isso mesmo. - sorriu Hades - E você tem esse dever de entregar cada moeda a cada conselheiro-chefe dos chalés. E aqui a moeda de Atena. - disse ele revelando todas as moedas de ouro. Agora... John, Pork e Terra.
Os três pégasos de Tina desceram até onde estávamos.
Que bom te ver de novo, Pedro!, disse Terra.
Concordo!, falou Pork.
A padaria que você indicou tinha cada maravilha grega!, relinchou John.
- Eu gosto de vocês também. - disse eu montando em Terra.
- Agora, vão àquela mesa de ping-pong velha e suja.

Sinceramente, tive de concordar com Hades, a reunião dos conselheiros-chefes era feita sobre uma mesa de ping-pong velha, a parte de suja, não concordei porque a mesa estava revestida com um pano laranja meio rasgada.
- Chegamos atrasados, Quíron? - perguntei ao centauro que estava em sua cadeira de rodas mágica.
Quíron respondeu que não e me mandou sentar na cadeira ao lado dele.
- Vamos dar início a nossa reunião. - disse Quíron.
Todos se voltaram para mim e percebi que deveria falar. Ana Beatris estava entre um garoto muito forte e outro horrível. E Estige estava sentado ao lado de uma garota linda, com tatuagem de pônei.
- É, depois dessa missão encontrei meu pai que me deu esta caixa com as moedas dos deuses. - disse eu - E agora vou chamar os conselheiros-chefes para vir pegar.
Quíron me entregou um lista de nomes e assim que ia pegando as moedas ia dizendo o nome das pessoas. Peguei a moeda de Atena primeiro.
- Doralice, conselheira-chefe do chalá de Atena. - chamei.
Doralice se aproximou e pegou a moeda de Tina. Peguei a moeda de Hermes.
- Carlos, conselheiro-chefe do chalé de Hermes.
Carlos recebeu a moeda e tentou pegar aresto, mas Quíron deu um tapa em sua mão. Infelizmente, existem semideuses psicopatas.
- Alexandre, conselheiro-chefe de Ares.
Alexandre era a figura que estava do lado de Ana Beatriz.
- Pâmela, conselheira-chefe de Nêmesis.
Pâmela  não era bem apessoada.
- Tito, conselheiro-chefe de Hefesto.
Tito estava agarrado à engrenagens.
- Lavínia, conselheira-chefe do chalé de Dionísio.
Lavínia era bem bonita e se sentia a dona daquilo tudo.
- Léo, conselheiro-chefe do chalé de Poseidon.
Léo era loiro e tinha olhos verde-água e tinha um bronzeado natural.
- Ilana, conselheira-chefe do chalé de Deméter.
Ilana tinha um trigo preso a tiara.
- Alice, conselheira-chefe de Afrodite.
Revi e fiquei muito feliz de entregar alguma coisa a alguém que eu "conhecia".
- Thalia, general das Caçadoras de Ártemis.
Silêncio total na sala.
- Felipe, conselheiro-chefe de Hipnos. Acorde! - gritei.
Felipe tinha cabelos cacheados, tinha fone no ouvido e a face dele era repleta de espinhas.
- Jade, conselheira-chefe de Íris.
Jade era a garota linda com a tatuagem de pônei.
- Rayane, conselheira-chefe de Nice.
Rayane esboçava prazer de estar ali.
- Petrus, conselheiro-chefe de Tiquê.
Petrus andava com um trevo murcho de quatro folhas.
- Paula, conselheira-chefe de Hebe.
Paula era quase um bebê, aparentava ter cinco anos, mas era séria como uma adolescente de quinze anos.
- Soares, conselheiro-chefe de Hecate.
Soares também não tinha olhos normais, seus olhos oscilavam entre verde e amarelo.
- Estige, conselheiro-chefe de Hades.
Estige veio sorrindo em minha direção. Seus olhos voltavam a ser azuis opacos, seus cabelos voavam sem ter vento. Sinceramente, Estige estava outra pessoa, depois da aparição de nosso pai, Hades.
- Ana Beatriz, conselheira-chefe de Apolo.
Ana Beatriz também veio sorrindo um sorriso que cegava quem olhasse ela.
- Hera.
A moeda que tinha em mãos começou a flutuar em direção de Tiago, meu amigo sátiro.
- Eu? - espantou-se Tiago
Você é meu protegido! disse uma voz feminina intimidadora.
- Zeus!
Isso é para você. disse Hades.
Guardei a moeda na meu bolso.
- Agora. - chamou Quíron - Joguem as moedas e vejam o que vocês ganharam.
Assim eu fiz como os outros também fizeram. Olympus e o raio-mestre de Zeus se uniram e um raio exaltou-se e os outros usavam armas em mão.

Encontrei Haley saindo da reunião.
- Quem é seu pai? - perguntei.
- Zeus e monha mãe é uma ninfa. - disse Haley triste.
- Eu não...
- Merecia. Hades ficaria feliz. - disse Haley sem hesitar pelo poder divino de seu pai.
- Adeus! Estou muito cansado, vou me deitar. - mesmo sendo 9 horas da manhã.

Este fim não passa de um início.

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